Arouca, Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Porto, Póvoa de Varzim, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, Sociedade, Trofa, Vale de Cambra, Valongo, Vila do Conde, Vila Nova de Gaia

EXPORT HOME amplia índice de visitação internacional

A 22.ª edição da EXPORT HOME terminou com saldo positivo. Ao longo dos cinco dias de feira (de 2 a 6 de Março) passaram pelo recinto expositivo da EXPONOR 19.764 visitas (mais dois por cento do que em 2009). Mas foi ao nível dos profissionais internacionais que o índice de visitação mais subiu, com um acréscimo de 38% relativamente à edição anterior. A cifra situou-se nas 1.344 visitas estrangeiras, provenientes de vários pontos do globo, destacando-se no “ranking” das participações o mercado europeu, com Espanha, França. Bélgica, Rússia, Alemanha e Irlanda, seguido de Marrocos, Tunísia e Argélia.

A diversidade dos mercados, aliada à qualidade das cadeias internacionais que representam, alavancou o sucesso da feira. A organização da EXPORT HOME criou condições para os empresários portugueses contactarem outros mercados que, refere Amélia Monteiro, directora da EXPORT HOME, entre outras vantagens, «não acarretou os custos logísticos inerentes a uma participação no estrangeiro e garantimos a presença das mais conceituadas cadeias internacionais». A próxima paragem dos profissionais do sector é o mercado angolano, com quem, adianta ainda Amélia Monteiro, «mantemos uma importante tradição comercial», com a realização (de 24 a 27 de Junho) da 2ª edição da EXPORT HOME Angola.  

  Paragem obrigatória na EXPORT HOME

 A EXPORT HOME serviu de porta de entrada a novos mercados mas muitos dos compradores internacionais que passaram pela feira já traziam na “bagagem” o conhecimento de alguns dos predicados, como a qualidade, o preço e o design, pelos quais a produção nacional é conhecida no circuito internacional de mobiliário. Da Europa, a francesa Bridget Monnier, da Booster Media, visitou pela primeira vez EXPORT HOME, instigada pela curiosidade de conhecer o que é feito em Portugal e encontrou «peças interessantes e de boa qualidade». Ainda do mesmo continente, Guy Camps, da belga Muebelen Camps, já está familiarizado com o mobiliário português. A visita a uma feira em Paris já o tinha colocado a par do mercado nacional. Contudo, como refere o representante da empresa «o contacto directo com os fabricantes é uma mais valia, pois conseguimos ver coisas novas e diferentes aqui na feira». A importância de conhecer quem faz as mobílias e quem as vende são factores relevantes também para as compradoras Maria Potapova e Anastasia Sablina, da Mebelman. De visita pela primeira vez à feira, mas conhecedoras do que é feito por cá, as empresárias russas mostraram-se agradadas. «Já trabalhamos há muito tempo com o mobiliário português e é um mercado especial, tem a sua própria clientela».

Os compradores turcos que na edição anterior levaram uma ideia positiva da mostra portuguesa voltaram a repetir a participação. Efectuando inúmeros contactos com «fornecedores interessantes», para Adel Oueslati a possibilidade de fazer parcerias é quase certa. O representante da Archi Cuisin classificou de «excelente oportunidade» o contacto na feira com os fabricantes. A mostra surpreendeu ainda o empresário sírio, da Syrian Society for Aquatic Environment Protection, que gostou particularmente dos materiais como os têxteis, as porcelanas e as madeiras, bem como o comprador do Cazaquistão, Aktay Maylibayev. O responsável da AO “MAG” procurou fornecedores capazes de darem uma resposta rápida e eficaz para os seus clientes que procuram produtos com qualidade, design e a bom preço.  

90% da produção nacional representada na feira

A presença de 200 das mais representativas empresas portuguesas de mobiliário na EXPORT HOME, que «representam 90% da produção nacional», diz Amélia Monteiro, abre as portas ao optimismo. «Temos que ser fortes, positivos e trabalhar para prosseguirmos», refere Alzira Nunes, da Coelho Martins, secundada por Pedro Cavadas, da Móveis Fijô, assertivo na convicção: «Conseguimos dizer que resistimos e estamos por cá mais um ano». E se acrescentarmos à resistência e ao reforço as novas conquistas, a satisfação é ainda maior.

Na EXPORT HOME, adiantou José Augusto dos Santos, da Persantos, «conseguimos reforçar os contactos que já temos com França e Tunísia na área da hotelaria».

Já na conquista de novos mercados a Opostos garante mais um ponto de venda na Europa: «Sim houve, a Suíça», referiu Paulo Costa.

Alargando o espaço de negócios a outros mercados, os empresários portugueses sabem que há  adaptações que são necessárias para o sucesso das suas empresas. No caso da Mário J. Pires, que trabalha em todo o mundo, desde a Ásia até à América do Norte, sendo a sua mais recente incursão o mercado angolano, há questões a acautelar, exemplificando que a colecção que lançou na feira –  um conjunto de línguas em vidro,  usando novas cores, em tons de azul – poderá «ser tendência deste ano neste mercado e não ser a mesma num outro, tem a ver com uma questão cultural», explica Ilda Pires. Uma questão que ficará em aberto até Junho próximo, altura em que esta empresa participará, pelo segundo ano, na EXPORT HOME Angola.  

Opostos vence Prémio 3E

A Opostos venceu o Prémio 3E de arquitectura e design, com o stand que apresentou na 22ª. edição da EXPORT HOME. Funcionalidade, transparência e visibilidade são características que se destacam no espaço da Opostos, que tem o ser humano como inspiração. O troféu do Prémio 3E foi entregue a Carlos Faria, designer da Opostos, numa breve cerimónia que decorreu no próprio stand premiado, no primeiro dia da feira. O ser humano está na base de todo o processo criativo, transportando-o para a feira. «O stand tem várias alturas, que, tal como o ser humano, também compete e gosta de estar em vários patamares. A verticalidade é de facto algo que está presente no nosso dia-a-dia», descreve Carlos Faria, acrescentando que o «espaço resulta dessa ideia, em que os seres humanos competem uns com uns outros diariamente, não só como humanos, mas também as empresas e os prédios (leia entrevista na íntegra em www.exporthome.exponor.pt).

A A. Brito – Mobiliário, do designer Ignácio Senen, a Redi – Fábrica de Móveis Metálicos, do  designer António Vitor e a Moutinho e Marques – Decoração, da arquitecta Patrícia Moutinho, foram distinguidas pelo júri, composto por dois arquitectos, dois designers e três representantes da EXPONOR, com menções honrosas. Recorde-se que a iniciativa da EXPONOR, em colaboração com a Ordem dos Arquitectos e a Associação Portuguesa de Designers, distingue o melhor stand de cada feira organizada pela EXPONOR pela inovação, pela coerência programática e funcional e pela atractividade e capacidade de comunicação.

Artigo AnteriorPróximo Artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *