Economia, Vale de Cambra

Vale de Cambra vai ter incubadora de empresas

A futura incubadora de empresas de cariz industrial de Vale de Cambra deverá funcionar «em pleno» dentro de dois anos, garantiu o presidente da autarquia, José Bastos.

Em declarações à EDV Informação, o autarca disse que os projectos de especialidade já se encontram em fase de execução, prevendo-se que em 2012 a estrutura receba os primeiros empreendedores.

«Em termos gerais, vamos fazer uma fábrica, dividi-la em espaços (de 200 a 300 metros quadrados) e dizer a quem quiser montar a sua empresa: “têm aqui instalações, usem-nas durante 2/3 anos e desenvolvam os vossos projectos”», explicou José Bastos.

Este modelo de incubação de empresas é um investimento de cerca de 1.6 milhões de euros, verba apoiada em 70 por cento por fundos comunitários e a restante pela autarquia.

«A Câmara Municipal quer dar esta ajuda, dirigida, sobretudo, aos jovens que se queiram lançar no mercado, hoje em dia cada vez mais exigente e competitivo», afirmou o presidente do município.

«Trata-se de um projecto inovador, surgindo como uma espécie de rampa de lançamento para aqueles que têm ideias e, por falta de capacidade financeira, não as podem colocar em prática», sublinhou.

Os espaços serão disponibilizados «a rendas quase simbólicas» aos potenciais empresários, estando assegurados os custos de água, electricidade e comunicações.

«Há, de facto, empreendedores em Vale de Cambra, mas têm actualmente muitas dificuldades em conseguirem empréstimos bancários para poderem montar as instalações e desenvolverem as suas actividades. E esta é, sem dúvida, uma oportunidade para eles», frisou José Bastos.

«Se os projectos empresariais tiverem “pernas para andar”, ao fim do período estipulado vão ter de deixar o espaço para que outros façam a sua tentativa», disse.

O desenvolvimento industrial – com destaque para os sectores da metalomecânica, embalagens e lacticínios – é uma das características do município.

«Somos um concelho com uma forte dinâmica empreendedora. A prova disso, é que não haverá muitos municípios do País que nestes últimos anos de crise económica tenham vendido – como é o nosso caso – mais de 150 lotes para iniciativas empresariais», acrescentou o autarca.

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