Cultura, Santo Tirso

Colóquio e exposições recuperam memórias do início do século XIX – Santo Tirso

«As Invasões Francesas e a sociedade portuguesa: resistências e rupturas» é o tema do colóquio que vai decorrer na próxima sexta-feira, dia 20 de Novembro, às 14h30, no Centro Cultural de Vila da Aves (CCVA).  

A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Santo Tirso com o patrocínio científico do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, surge no âmbito das comemorações do Bicentenário das Invasões Francesas. Paralelamente, estarão patentes no CCVA até ao dia 4 de Dezembro, duas exposições: «A Guerra Peninsular na Banda Desenhada» e a mostra documental «A resistência popular às Invasões Francesas» 

O colóquio vai contar com as participações dos seguintes investigadores: Prof. Doutor Oliveira Ramos (da Faculdade de Letras da Universidade do Porto), Prof. Doutor Manuel Clemente (actual Bispo do Porto e ex-Director do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa – Porto), Prof. Doutor João Marques (da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Centro de Estudos de História Religiosa) e Prof. Doutor José Viriato Capela (do Departamento de História / Instituto Ciências Sociais da Universidade do Minho).  

A marcar o encerramento dos debates decorre, pelas 18 horas, um concerto de música do tempo das Invasões Francesas pela Associação Cultural e Festiva “Os Sinos da Sé”. 

As Exposições: 

«A resistência popular às Invasões Francesas»

Organizada pela Câmara Municipal de Santo Tirso (Museu Municipal Abade Pedrosa), esta exposição documental sobre a Segunda Invasão Francesa permite conhecer a operação iniciada pelas tropas francesas a 8 de Fevereiro de 1809 com o objectivo de tomar a cidade do Porto, antes da progressão para Lisboa. Nesta exposição evoca-se a resistência popular na defesa da Ponte de Negrelos (S. Martinho do Campo), que sucedeu na noite de 25 para 26 de Março de 1809, quando as tropas francesas comandadas por Soult saíram de Braga em direcção ao Porto. Ao tentarem a passagem sobre o Rio Vizela encontraram aí uma forte resistência popular. Este é o ponto de partida desta exposição.

«A Guerra Peninsular na Banda Desenhada»

Comissariada por José Valle Figueiredo, esta exposição de Banda Desenhada é  composta por três núcleos que reflectem «a progressiva atenção da Banda Desenhada a temas da História de Portugal, sobretudo nas décadas de 50 e 60 do século passado”. É disso exemplo, o primeiro núcleo desta mostra que nos apresenta a adaptação do célebre romance de Arnaldo Gama, «O Sargento-Mor de Vilar» (1863); obra de referência do romance histórico na literatura portuguesa do século XX, que conheceu sucessivas edições, e que se tornou pioneira na expressão da Banda Desenhada ao ser publicada na mais importante revista nacional de BD, o «Cavaleiro Andante», dirigida por Adolfo Simões Muller. No segundo núcleo podemos ver a adaptação de «O Falcão», narrativa escrita por Mascarenhas Barreto expressamente para a mesma revista de BD e, finalmente, um terceiro núcleo em torno do conto «O Tambor», de Júlio Dantas, adaptado para Banda Desenhada por Jorge Magalhães. O traço comum destes três núcleos expositivos é o do grande mestre da BD portuguesa, o desenhador José Garcês. A exposição integra ainda a página dedicada às Invasões na «História de Penafiel na Banda Desenhada», com texto de Guiomar Macedo e Maria Galhardo e ilustração de Raquel Leitão. 

Estas duas exposições vão estar patentes no Centro Cultural de Vila das Aves até  ao dia 4 de Dezembro.

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