Santa Maria da Feira, Sociedade

CLAI ajuda imigrantes a integrarem-se em Santa Maria da Feira

A obtenção da nacionalidade portuguesa, as questões referentes ao reagrupamento familiar e a ajuda na procura de emprego ou de acções de formação que possam conduzir a um emprego estão entre os principais predicados do CLAI (Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes) de Santa Maria da Feira, segundo indicou Ana Teresa a sua responsável.

«Preenchemos os papéis e até os ajudamos a elaborar um currículo para procura de emprego», salientou a responsável, referindo-se à tramitação dos processo burocráticos demandados pelos imigrantes residentes no município de Santa Maria da Feira.

Ana Teresa ainda incluiu no rol as questões referentes à legalização ou regularização dos estrangeiros no concelho, assim como «a emissão de certificados de registo de cidadãos da União Europeia (UE)», que se tornou uma competência da autarquia.

Assinale-se que o CLAI está instalado no edifício da Junta de Freguesia da cidade de Santa Maria da Feira, tendo as suas portas abertas às quintas feira, entre as 09:30 e as 12:30 e às sextas, entre as 15:00 e as 18:30.

O atendimento é efectuado por Ana Teresa, que conta, contudo, com o apoio de Roberto Carlos Reis, o responsável pelo Gabinete de Apoio às Comunidades Emigrantes (GACE). Refira-se que os dois organismo funcionam em sinergia.

A responsável acrescentou ser, também, comum recorrer a outros serviços da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, em caso de necessidade, como é o caso da acção social.

O papel geral do CLAI – «a boa inserção da população imigrante na comunidade» – implica que também preste apoio em situações como o reconhecimento das equivalências escolares dos imigrantes. Deu o exemplo dos de leste, que, regra geral, chegam até nós com «altas habilitações» escolares e académicas.

«Em média, o Centro faz cinco atendimentos por semana», revelou Ana Teresa.

A técnica da autarquia de Santa Maria da Feira explicou que, nos dias que correm, este serviço já não recebe um «boom» de imigrantes em busca de legalização, como – segundo testemunhou – se verificou entre os anos de 2002 e 2006/07.

O número de imigrantes no município superará os dois mil indivíduos, com o Brasil, a Ucrânia e outros países de leste a serem os principai países de origem da maior parte deles.

O CLAI divulgou os seus serviços em 2008, através de uma campanhas nas rádios e jornais locais – inclusive em língua russa -, aprestando-se para repetir a experiência no ano em curso.

O Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes é um sucessor do «Espaço I», criado em 2002, tendo visto, em 2008, os seus esforços reconhecidos pela «Plataforma Imigrante» da fundação Calouste Gulbenkian, que lhe atribuiu uma «menção honrosa» pelo projecto «As Fogaceiras e a Interculturalidade».

O município associou, nesse ano, crianças – e seus pais – das comunidades estrangeiras presentes no concelho à promoção e realização da emblemática Festa das Fogaceiras.

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