Santo Tirso, Sociedade

Secretário de estado da saúde já homologou os contratos-programa para a construção das unidades de saúde de areias e de S. Martinho do campo – Santo Tirso

No salão nobre dos Paços do Concelho de Santo Tirso decorreu ao final da manhã  de 8 de Setembro, a cerimónia de assinatura dos contratos-programa para a construção das novas Unidades de Saúde de Areias e de S. Martinho do Campo, representando um investimento global de 2, 1 milhões de euros. 

Os contratos-programa foram assinados, no caso de Areias, entre o Município de Santo Tirso (que cede o terreno) a ON 2 – Programa Operacional da Região Norte (que comparticipará a obra em 70%) e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte (que comparticipará os restantes 30% da obra) e, no caso de S. Martinho do Campo, entre o Município de Santo Tirso (que cede o terreno) e a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte (que construirá o edifício com verbas do PIDDAC – Ministério da Saúde). 

Presente na cerimónia, o Secretário de Estado da Saúde, Dr. Manuel Pizarro, homologou os respectivos contratos-programa. 
 

“SÓ NOS DOIS ÚLTIMOS ANOS FOI INVESTIDO NO NOSSO HOSPITAL MAIS DO QUE NOS ÚLTIMOS 25 ANOS…”

“Só nos dois últimos anos, foi investido no nosso hospital mais do que nos últimos 25 anos…” foi desta forma lapidar que o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Castro Fernandes, iniciou a sua intervenção, depois de afirmar, dirigindo-se ao Secretário de Estado, Manuel Pizarro, ser uma honra “estar ao lado do governante que conhece como poucos o nosso concelho, sobretudo, na área da Saúde” na medida em que, adiantou: “Trabalhou, enquanto médico, no nosso hospital”. De, facto, salientou Castro Fernandes, “só posso estar agradecido ao actual Governo” porquanto “entre aquilo que já foi investido e o que se prevê investir no hospital estão obras de requalificação avaliadas em cerca de 12 milhões de euros”. “Isso significa que o Governo está a cumprir na íntegra o protocolo que celebrou com a Câmara Municipal de Santo Tirso, em Fevereiro de 2007” no que se refere “às obras de requalificação do nosso hospital” como “ao reforço das infra-estruturas de saúde existentes no concelho”, lembrando naturalmente “o novo Centro de Saúde de Santo Tirso, a requalificação do Centro de Saúde de S. Tomé de Negrelos e as novas Extensões de Saúde de Vila das Aves e Veiga do Leça”. E concluiu, adiantando que agora – porque já estão elaborados os projectos e garantidos os financiamentos – “já será possível arrancar brevemente com a abertura do concurso para a construção das novas unidades de saúde de Areias e de S. Martinho do Campo”. 

É UM PRAZER ESTAR EM SANTO TIRSO, CONCELHO ONDE ESTAMOS A INVESTIR NA SAÚDE, E NÃO SÓ, DE FORMA MUITO SIGNIFICATIVA”

Para o Secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, “é sempre um prazer voltar a Santo Tirso, concelho onde estamos a investir de forma muito significativa”. “Mas nada disto seria possível sem o enorme empenho da Câmara Municipal de Santo Tirso e do seu presidente Castro Fernandes”, assegurou. E enumerou alguns dos serviços que foram, entretanto, criados ou remodelados no Hospital, nomeadamente “a unidade de Cirurgia de Ambulatório, num investimento de cerca de dois milhões de euros, na nova Urgência (mais de um milhão), na requalificação dos serviços de internamento de Cirurgia e Ortopedia”, adiantando que durante o próximo ano será construído no Hospital de Santo Tirso “um novo edifício para uma unidade de convalescença integrada na rede de cuidados continuados, para um serviço de medicina física e reabilitação e para novos internamentos de especialidades num investimento de cinco milhões de euros”. Para o Governante “investir na Saúde” é não só investir na “melhoria dos padrões de conforto para os nossos doentes” como também “na qualificação do nosso Serviço Nacional de Saúde (SNS)” com o objectivo de o preparar para “tratar todos por igual” e colocar Portugal “entre os melhores”, concluiu. 

NO FINAL DE 2010 ESTARÃO CONCLUÍDAS MAIS DUAS NOVAS UNIDADES DE SAÚDE DO CONCELHO: AREIAS E S. MARTINHO DO CAMPO

Em resultado de um estudo global feito pela Câmara Municipal de Santo Tirso sobre a rede de cuidados de saúde no concelho, verificou-se a necessidade da construção de duas novas Unidades de Saúde, nomeadamente em Areias (servindo as populações de Areias, Palmeira, Lama e Sequeirô) e em S. Martinho do Campo (para servir as populações de S. Martinho do Campo, S. Salvador do Campo, Vilarinho, Roriz e S. Mamede de Negrelos). 

A Extensão de Saúde de Areias, tem um investimento previsto de 1.011.806,97€, para o que conta com uma comparticipação de 70% da ON2 que totaliza 708.264,88€, sendo a restante despesa de 303.542,09€ suportada pela ARSN. 

A Extensão de Saúde de São Martinho do Campo, tem um investimento previsto de 1.084.635,00 €, que será assegurado através do PIDDAC do Ministério da Saúde.  

As novas Unidades de Saúde de S. Martinho do Campo e de Areias vão substituir as actuais extensões de saúde instaladas em edifícios desadequados à prestação de cuidados de saúde e com graves problemas de salubridade. As construções destas duas infra-estruturas permitem também, dar resposta mais adequada às necessidades de saúde da população, designadamente nas áreas de intervenção de base comunitária (cuidados domiciliários, educação para a saúde e promoção da saúde…) e nas áreas de atendimento (por exemplo: psicoprofilaxia do parto, nutrição, psicologia, etc…). 

No caso da nova Unidade de Saúde de S. Martinho do Campo, o programa funcional foi elaborado para uma população estimada de 18.000, quando a população da área abrangida pela Unidade de Saúde é de 14.918 habitantes, das freguesias de S. Martinho do Campo, S. Salvador do Campo, Vilarinho, Roriz e S. Mamede de Negrelos, correspondendo a estimativa à evolução demográfica para os próximos 20 anos. 

No caso da nova Unidade de Saúde de Areias, o programa funcional foi elaborado para uma população estimada de 10.000, quando a população da área abrangida pela Unidade de Saúde é de 6.989 habitantes, das freguesias de Palmeira, Areias, Lama e Sequeirô, correspondendo a estimativa à evolução demográfica para os próximos 20 anos. 

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