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CONCRETA eleva reabilitação ao topodo arranha-céus da construção

Apontada nos últimos anos como um dos segmentos com maior potencial de crescimento e oportunidades de negócio, a reabilitação do edificado tem actualmente merecido uma redobrada atenção por causa do clima de crise económica e, porque vista pelo mercado como um dos caminhos para dela saírem as empresas, conhecerá um novo fôlego durante a CONCRETA – 24.ª Feira Internacional de Construção e Obras Públicas (informação detalhada em www.concreta.exponor.pt).

     A temática teve inclusive o condão de unir as principais associações sectoriais e organismos profissionais em torno da dinamização de um congresso paralelo ao certame da EXPONOR (de 20 a 24 de Outubro próximo). O evento pretende aprofundar – da nascente até à foz – todas as particularidades deste promissor efluente da construção que é a renovação urbana.

     «Reabilitar. Habitar» é, pois, o mote da jornada que (agendada para os dias 21 e 22), para além da Feira Internacional do Porto e da Associação Empresarial de Portugal (AEP), tem na comissão organizadora a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), a Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção (APCMC), a Ordem dos Engenheiros (OE), a Ordem dos Arquitectos (OA) e o gabinete Cannatà & Fernandes Arquitectos.

     Para a directora da CONCRETA 2009, Joana Vila Pouca, a aposta no tema é duplamente racional e conjuntural. «Por um lado, é sabido que em Portugal há muito caminho a percorrer no domínio (é urgente a inversão do crescente movimento de degradação do parque habitacional do País), pois, segundo estimativas recentes e confluentes, o segmento pode valer cerca de 28 mil milhões de euros e não está a ser aproveitado. Por outro lado, a análise das associações do sector vê a reabilitação como um dos instrumentos mais eficazes no combate à actual crise económica e na salvaguarda do emprego».

     O novo enquadramento jurídico e a actual condição da reabilitação urbana, o mercado de arrendamento imobiliário, a sustentabilidade na construção, a renovação de pontes e de outras (infra)estruturas especiais, o financiamento (segundo a bitola do programa europeu Jessica) e a fiscalidade e, por fim, diversos casos de estudo constituem alguns dos painéis em que a organização já trabalha, procurando agregar-lhe os interventores mais representativos do mercado, de que farão parte arquitectos do mais alto prestígio nacional e internacional (a anunciar brevemente), cuja contribuição no âmbito da reabilitação do património existente e da paisagem artificial degradada se revelam de extrema importância.

     Juntar-se-ão a eles, numa reflexão multifacetada, Teresa Novais (presidente da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos), Hipólito de Sousa (presidente do Colégio de Engenharia Civil da Ordem dos Engenheiros), Andrea Tinagli (do Banco Europeu de Investimento), João Ferrão (professor universitário e investigador), Arlindo Marques Cunha (presidente da Porto Vivo – Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa Portuense), Reis Campos (presidente da AICCOPN), José António Barros (presidente da AEP) e muitos outros. 

Feira volta a editar livro sobre arquitectura

     A reabilitação urbana ganha paralelamente uma variação bibliográfica, que conhecerá a luz do dia também durante a CONCRETA. O livro intitular-se-á precisamente «Reabilitar. Habitar» e fornecerá uma «reflexão sobre as tendências e especificidades da qualidade do património edificado e das suas implicações na paisagem e no território em geral», sublinham os coordenadores científicos da obra, Michele Cannatà e Fátima Fernandes.

     O exercício editorial em marcha procurará (em cerca de 300 páginas, com textos teóricos e documentação de obras realizadas, através da reprodução de desenhos, fotografias e textos descritivos dos projectos), «compreender as actuações que nestes últimos anos foram desenvolvidas na qualificação do ambiente artificial e na sua paisagem natural», refere Michelle Cannatà.

     Fátima Fernandes secunda-o: «Pretende-se ainda divulgar resultados e processos exemplares capazes de demonstrar a possibilidade de alternativas às práticas de abandono e destruição da qualidade do ambiente, entendido como um espaço integrado entre artifício e natureza».

     Na senda do trabalho de divulgação da feira sobre a produção da arquitectura contemporânea portuguesa e como corolário de 10 anos de promoção e valorização desta área cultural, a EXPONOR organiza igualmente uma exposição que assinala o feito editorial. «CONCRETArquitectura» é o nome da iniciativa, que será complementada com um espaço de leitura e lazer dentro do próprio certame, onde estarão disponíveis para consulta e leitura todas as obras publicadas até hoje.

     Ou seja, dois anos após a última Feira Internacional de Construção e Obras Públicas, e depois da (re)flexão estratégica e do reforço qualitativo empreendidos, a malha da construção volta a adaptar-se à escala da EXPONOR. No estirador organizativo, o desenho da próxima empreitada mostra já traços vincados, mas serão os fabricantes e representantes exclusivos de marcas que voltarão a dar corpo a essa verdadeira maqueta de tendências e novidades que é a CONCRETA, disponibilizando a mais nobre oferta de produtos e serviços do – e para – o sector.

     E como há (bons) hábitos que convém renovar permanentemente, a mostra reforça igualmente a argamassa das oportunidades de negócio no domínio da internacionalização das empresas, inclusive através da captação de compradores estrangeiros oriundos de mercados emergentes e em crescimento. Países árabes e magrebinos, bem como, Turquia, Angola, Moçambique, Brasil e Rússia fazem parte do lote.

     As actividades complementares evidenciam também a forte marca de água do certame. O esquisso de 2009 demonstra-o. E por entre os temas que marcam o percurso da fileira e a abordagem de mercados de elevado potencial comercial, haverá ainda lugar para as reedições do Prémio CONCRETA Design e do Concurso Artes & Ofícios. 

Prémio CONCRETA Design em marcha com 2.ª edição

     Inovação, originalidade, funcionalidade e qualidade estética voltam a ser os critérios que definirão os vencedores da 2.ª edição do «Prémio CONCRETA Design». A iniciativa, aberta a somente a empresas expositoras da feira e abrangendo «peças ou sistemas» concebidos e fabricados entre 2008 e 2009, surge para «incentivar o espírito de competição no melhoramento qualitativo dos produtos utilizados no sector da construção».

     A organização definiu três requisitos fundamentais para os produtos candidatos: serem destinados a utilização no âmbito da construção civil; demonstrarem a capacidade de operar avanços na qualidade estética e tecnológica dos produtos do mesmo tipo, já existentes no mercado; e, claro, estarem adequados aos propósitos basilares do Prémio.

     Outra das iniciativas é o Concurso de Artes e Ofícios, promovida pela EXPONOR, pela APCMC e pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (CICCOPN). A pintura decorativa preencheu a edição de estreia, em 2007. Agora é a vez da aplicação de ladrilhos. O exercício dos formandos na área decorrerá ao vivo, durante a exposição, debaixo da avaliação de um júri, a quem caberá elegir o melhor desempenho e, obviamente, resultado final. 

Barómetro da economia portuguesa

     Sector com uma cadeia de valor muito alargada e com múltiplas interdependências com outras áreas de actividade económica (o que acaba por gerar efeitos multiplicadores a montante e a jusante), a construção compreendia em Portugal, segundo dados completos de 2006, 122.070 empresas, as quais representavam 11,2 por cento da realidade empresarial do País, responsáveis por um volume de negócios de 32,5 mil milhões de euros.

     A fileira tende a apresentar crescimentos superiores à economia global nas fases ascendentes do ciclo económico e recessões mais acentuadas nas fases negativas. Por isso, a dinâmica deste sector é, regra geral, tida como um barómetro da economia portuguesa.

     A CONCRETA (que mostrou as novidades de 3.841 empresas expositoras directas e recebeu um global de 378.999 visitas nos últimos cinco anos) é há 23 edições um momento de balanço e prospectiva do sector. Voltará a sê-lo durante cinco dias em Outubro próximo.  

SÍNTESE:

CONCRETA 2009

24.ª  Feira Internacional de Construção e Obras Públicas

Data: 20 – 24 de Outubro de 2009

Horário: das 10:00 às 20:00, todos os dias

Organização e local: EXPONOR – Feira Internacional do Porto (Matosinhos)

Periodicidade: bienal

Perfil do visitante: profissional e público (no sábado); entrada interdita

a menores de 14 anos

N.º  médio de expositores por edição (nos últimos cinco anos): 768

Média de visitas por edição (nos últimos cinco anos): 75.799

Visitas internacionais na última edição: 1.219 profissionais, oriundas de 16 países

Em exposição:

Arquitectura de interiores

Cerâmica de pavimentos, revestimentos, sanitários e torneiras

Rochas ornamentais, pedra e vidro

Cozinha e banho

Iluminação, electricidade, domótica, robótica, novas tecnologias e informática

Cimentos, argamassas, pré-fabricação e construção industrializada

Carpintaria em madeira, PVC e metálica

Madeiras e derivados

Isolamento, impermeabilização e outros produtos para acabamentos

Tintas e vernizes

Restauro, requalificação e reabilitação

Climatização, tubos e acessórios

Máquinas, ferramentas e equipamentos para a construção e obras públicas

Organismos oficiais e serviços

Outros

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