Desporto

Bicampeão paralímpico sonha com triunfo na sociedade civil – Vale de Cambra

João Paulo Fernandes, 24 anos, bicampeão Paralímpico de boccia, prepara Londres2012 com o sonho de ir ganhando a experiência de vida que lhe permita um dia vencer também na sociedade civil.

«(O ouro Paralímpico em Atenas2004 e Pequim2008) Mudaram bastante a minha vida. Tive a oportunidade de conhecer vários países no ciclo 2004-2008, em campeonatos da Europa e do Mundo. Tive a oportunidade de conhecer outras realidades que me têm ajudado não só a nível profissional desportivo, mas também a nível pessoal», conta o atleta à Lusa.

Luis Ferreira, o seu treinador, resume a situação do seu acompanhante: «É um atleta de eleição, com um percurso brilhante. Completou o 12º ano, mas não conseguiu ainda entrar no mercado de trabalho e neste momento dedica-se a 100 por cento boccia perspectivando a sua vida na intenção de entrar no mercado trabalho com um emprego que possa ser estável, o seu dia-a-dia».

Até que essa desejada vitória seja alcançada, João Paulo, que sofre de paralisia cerebral, continua a trabalhar forte no sentido de se manter na elite do boccia mundial.

«Vindo de uma competição da envergadura dos Jogos Paralímpicos, o stress e ansiedade são maiores, mas não quero acrescentar essa responsabilidade pela medalha que ganhei, pois assim sou capaz de conseguir melhores resultados», revela.

Para ser um atleta de elite, a receita é simples: «Muito treino e a nível psicológico é preciso estar bem. E depois, no jogo, é simplesmente aplicar aquilo que já sei. É obvio que falar é fácil, quem está ali dentro é um bocado complicado. Mas tento fazer o melhor».

O seu treinador lembra que para João Paulo o boccia é «uma questão social, de contacto com outras pessoas e realidades, novos conhecimentos que vai adquirindo», bem como «uma forma de estar perante a vida».

João Paulo Fernandes luta agora pelo título europeu de boccia, na Póvoa de Varzim: «O futuro para já está aqui, dentro destes 12 campos. A partir do dia 04 Julho começarei a pensar no futuro».

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