Arouca, Sociedade

Reconstituído quotidiano das monjas do Mosteiro – Arouca

Os séculos XVIII e XIX vão ser revividos no Mosteiro de Santa Mafalda, em Arouca, em mais uma edição da recriação histórica, a decorrer entre 03 e 05 de Julho, anunciou fonte da autarquia.

«Arouca uma Recriação Histórica» é uma reconstituição do quotidiano das monjas do convento e do seu relacionamento com a vida da população local.

«Nesta recriação, o modo de vida de outros tempos não é tratado como um espectáculo ou como uma representação. O público cruza-se com as personagens vivas e vê-se, de repente, no centro da realidade», afirmou à EDV Informação o presidente da autarquia, José Artur Neves.

Durante três dias, cerca de 200 figurantes – oriundos de 20 associações do concelho – dão vida a este regresso ao passado, com direcção artística da associação «Panmixia».

O incêndio que deflagrou no mosteiro no século XVIII, tendo destruído grande parte do edifício, vai ser encenado, num jogo cénico que marca a viagem no tempo.

De acordo com os promotores, o ambiente da época será «uma constante em todo o certame».

Camponeses e artesãos convidam-nos a apreciar o cheiro, a cor e o sabor da fruta e da doçaria conventual. Ferreiros, sapateiros e carpinteiros mostram as suas peças. Nas ruas, passam nobres – de carruagem puxada a cavalo – para visitarem familiares no mosteiro.

«A iniciativa, na sua sexta edição, já é um dos nossos cartazes que queremos inovar em cada ano que passa. Pretendemos que o evento assuma um papel importante no conjunto de eventos que se enquadram no nosso desenvolvimento turístico», acrescentou José Artur Neves.

O Mosteiro de Santa Mafalda, monumento nacional, foi remodelado entre os séculos XVII e XVIII pela Ordem de Cister.

O edifício de linhas simples terá sido construído em granito no século X.

No interior decorado com arte barroca destaca-se a talha dourada da igreja, o cadeiral, o órgão do século XVIII – sujeito recentemente a um restauro – e uma das mais importantes colecções de ourivesaria e paramentaria e escultura do país.

Artigo AnteriorPróximo Artigo

1 comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *