Santo Tirso, Sociedade

Dia municipal de defesa da floresta contra incêndios – Santo Tirso

Para assinalar devidamente o dia 1 de Junho como o Dia Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, a Câmara Municipal de Santo Tirso decidiu apresentar hoje de manhã e publicamente o Dispositivo Municipal (Meios) de Combate ao Fogos Florestais para o corrente ano de 2009. 
 

“O ESFORÇO CONTINUADO DE TODOS NUNCA É DEMAIS PARA DEFENDER A FLORESTA

Na abertura da cerimónia – que contou com a presença do Coronel Teixeira Leite, comandante distrital das Operações de Socorro e dos presidentes e comandantes das três Corporações de Bombeiros Voluntários existentes no concelho, dos representantes das Forças de Segurança (PSP, GNR), do Comandante da Polícia Municipal e de vários presidentes de Junta de Freguesia – Castro Fernandes, o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso começou por revelar que “os incêndios florestais que assolaram o concelho na passada semana” são a prova evidente que “o esforço continuado de todos nunca é demais para defender a Floresta”. E acrescentou: “Prevenir deve ser sempre a palavra de ordem”. 

O presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso lembrou ainda “as medidas de planeamento integrado” que têm sido tomadas no âmbito da Comissão Municipal de Defesa da Floresta (CMDF), “com vista à melhor articulação dos recursos humanos e meios disponíveis” no concelho para as acções de vigilância, detecção, fiscalização, primeira intervenção, combate, rescaldo e vigilância pós rescaldo. E fez saber que “desse trabalho em conjunto entre todas as entidades” têm surgido respostas adequadas e resultados efectivos e animadores”, exemplificando com o “número de ocorrências registado em 2008 (120), o mais baixo dos últimos 13 anos”.  

Para Castro Fernandes “a estreita colaboração com a Autoridade Nacional de Protecção Civil e com a Autoridade Florestal Nacional em matéria de Defesa da Floresta e de Protecção Civil em muito tem contribuído para o reforço da operacionalidade municipal”. E adianta “o nosso Plano Operacional Municipal (POM) é actualizado anualmente” com o contributo concertado de várias entidades “as três corporações de Bombeiros Voluntários do concelho (AHBV de Santo Tirso, AHBV Tirsenses e AHBV de Vila das Aves), as Forças de Segurança (Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública e Polícia Municipal), a cooperação dos produtores florestais, através do Grupo Portucel/Soporcel, dos proprietários florestais representados pela Associação dos Silvicultores do Vale do Ave (ASVA)”, Segundo o autarca, só com a ajuda de todas estas entidades “seremos capazes de melhorar o sistema de vigilância e detecção dos incêndios, de reforçar a fiscalização e de garantir uma primeira intervenção rápida e eficaz”. 
 

“SANTO TIRSO É UM BOM EXEMPLO ATÉ PARA OS OUTROS CONCELHOS DO DISTRITO”

O Comandante Distrital (do Porto) das Operações de Socorro, Coronel Teixeira Leite, falou sucintamente da directiva distrital de Defesa da Floresta Contra Incêndios, considerando-a “uma plataforma estratégica” que é elaborada para “ser capaz de responder com eficácia às necessidades dos cidadãos” porque nela está definida não só “a estrutura de direcção, o comando e os meios a disponibilizar” como também estão regulados “a coordenação institucional, a articulação e a intervenção das organizações envolvidas nas operações de defesa da floresta contra incêndios”. Sobre o Plano Operacional Municipal (POM) de Santo Tirso, Teixeira Leite referiu-se a ele “como um bom plano porque regularmente actualizado ”, considerando Santo Tirso “um bom exemplo até para os outros concelhos do distrito” na medida em que já tem “o seu trabalho de casa feito e bem feito”. 
 
 

QUE MEIOS DISPONIBILIZA SANTO TIRSO PARA PREVENIR E COMBATER OS INCÊNDIOS FLORESTAIS? 

Nesse Plano estão identificados os meios disponíveis no Município de Santo Tirso, as Entidades envolvidas e definidas as respectivas áreas de intervenção. Assim, as entidades que intervêm na vigilância e detecção de incêndios para o corrente ano de 2009 são: a Equipa DFCI (defesa da floresta contra incêndios) da Câmara Municipal, a Equipa de Sapadores Florestais (protocolada entre a Câmara Municipal e a Associação de Silvicultores do Vale do Ave), as três Corporações de Bombeiros, a GNR, a PSP e a PM. Numa primeira fase de prevenção são constituídas três brigadas moto4 com recurso a pessoal afecto às três corporações dos bombeiros voluntários e duas viaturas todo-o-terreno (com kit de primeira intervenção) para a equipa de sapadores florestais e para a equipa DFCI da Câmara Municipal. 

Acrescem algumas medidas desenvolvidas em complementaridade com as entidades acima referidas e que enumeramos: 

  • A sensibilização das populações através do esclarecimento atempado sobre as épocas interditas para a realização de queimas e queimadas e a necessidade de ser feita uma gestão e controlo de combustíveis vegetais em espaços florestais definidos no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios;

 

  • As acções de silvicultura preventiva, manutenção e beneficiação de redes de caminhos e de outras infra-estruturas florestais realizadas nos últimos anos;

 

  • A vigilância dos jovens inscritos no Programa “OJ” – Ocupação Jovem.

 
 

    No final da cerimónia foram também apresentadas as Equipas de Intervenção Permanente que tem como missão assegurar, em permanência (e não especificamente nesta matéria de combate aos incêndios), serviços de socorro às populações e que resultaram de protocolo recentemente assinado entre cada Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários, a Autoridade Nacional de Protecção Civil e a Câmara Municipal para a sua constituição e funcionamento. 
     

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