Arouca, Cultura

Manuel de Queiroz apresenta «os passos da glória» em Arouca

O escultor português Aleixo Queiroz Ribeiro está no centro das atenções de «Os Passos da Glória», uma obra de Manuel de Queiroz que nos remete para a vida, obra, aventuras e desventuras do artista português. O livro é apresentado por Paula Mendes Coelho, na sala polivalente da Biblioteca Municipal, no próximo dia 23 de Abril, às 21h30. 
«Os Passos da Glória» romanceia a vida de Aleixo Queiroz Ribeiro, um escultor português com um percurso de vida extremamente aventuroso. Culto e cosmopolita, Aleixo Queiroz Ribeiro viveu em Paris, onde conheceu e privou com grandes nomes da escultura e da literatura, como Auguste Rodin, Saint-Gaudens e Eça de Queiroz, tendo vindo a casar com uma das mulheres mais interessantes e ricas da América, a viúva Stetson.
 
Recria-se ainda, e de uma forma muito interessante, a relação dialógica que Aleixo Queiroz Ribeiro mantinha com as «referências» culturais, então vivas, portuguesas e estrangeiras.
 
Manuel de Queiroz nasceu no Porto em 1948, e é arquitecto em Lisboa, onde reside. É autor de numerosos projectos, entre os quais se destacam o Centro Cultural de Lagos, o Herbário do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e o Palácio de Justiça de Arouca, com o qual obteve o prémio «A Pedra na Arquitectura», em 1997.
 
Entre 1967 e 1974 publicou com regularidade poemas e contos em diversos jornais e revistas, entre os quais nos suplementos juvenis do «Diário de Lisboa» e do «República», o «Comércio do Funchal» e o «&». Em 1969 publica um livro de poemas intitulado «Encontro». Em 2001 publicou o seu primeiro romance, «O Dedo na Ferida», com o qual venceu o prémio «PEN Clube», para a primeira obra.
 
É, desde 1987, consultor do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas para a rede nacional de bibliotecas públicas municipais. Entre 1997 e 2001 foi membro da Direcção Executiva do Conselho dos Arquitectos da Europa.
 
«O romance de estreia de Manuel de Queiroz é um exemplo de como as letras, as mágoas e as páginas se alinham dentro do narrador e saem, como se lá estivessem estado à espera de um momento de distracção, para se escreverem». (Expresso)
 
«E para quem começa a cultivar o romance, Manuel de Queiroz revela apreciável domínio técnico de um género especialmente vocacionado para aqueles que parecem ser os propósitos do autor: dar testemunho, em clave ficcional, de uma experiência geracional, feita de desgaste pessoal, de desencanto ideológico e de irrecuperável rotina civilizacional». (Jornal de Letras)
 
«Em Os Passos da Glória nada é real, tudo é romance, a figura e os acontecimentos são apenas a base […] Há um permanente diálogo entre o real e a ficção. O romance incorpora-se na tradição dos grandes romances daquela época (finais do século XIX), de Eça de Queiroz, Machado de Assis, Henry James […] Este é, sem dúvida, um grande romance de costumes, capaz de criar cenários, construir personagens e ficcionar tempos sociais e históricos». (Carlos Reis, Professor Catedrático de Literatura da Universidade de Coimbra; Diário de Notícias)

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