Sociedade, Trofa

Trofa contesta providencia cautelar de Santo Tirso

O Presidente da Câmara Municipal da Trofa, Bernardino Vasconcelos convocou hoje uma conferência de imprensa para denunciar a atitude do Presidente da Câmara Municipal da Santo Tirso, acusando-o de pretender “amputar” parte do município com uma providencia cautelar para travar o plano de Pormenor da Zona Industrial da Trofa.
 
 
Comunicado
 
Decidi convocar uma reunião de câmara extraordinária com carácter de urgência para dar conhecimento de uma situação jurídico-politica grave, que agora denuncio publicamente:
Ao arrepio de todas as normas éticas e interpares, o senhor Presidente da Câmara de Santo Tirso interpôs uma providência cautelar que visa travar o Plano de Pormenor da Zona Industrial da Trofa.
 
O pretexto que invoca para o efeito tem a ver com a delimitação da linha de fronteira entre o Concelho da Trofa e o Concelho de Santo Tirso. O senhor Presidente da Câmara de Santo Tirso pretende com este acto amputar uma parte significativa da Freguesia de São Martinho de Bougado e por consequência território desde sempre integrante do Concelho da Trofa.
 
A sua arrogância e pouca lucidez leva-o a pensar que Ervosa e toda a área envolvente não é Trofa. Onde já se viu!? Basta perguntar às pessoas de Ervosa ou conhecer a história do território em apreço.
Ao assim agir, numa atitude gratuita, ridícula, provocatória e quiçá eleitoralista, o senhor Presidente da Câmara de Santo Tirso está já a causar graves prejuízos patrimoniais, não só ao Município da Trofa como aos trofenses, cujo ressarcimento, iremos exigir no sitio e alturas próprios.
 
Esta situação permite-nos deduzir que esta atitude poderia e possa ser repetida aquando da elaboração do nosso PDM, com todos os prejuízos que isso acarretaria num concelho empreendedor e dinâmico como o nosso; prejuízos para os nossos munícipes, para os nossos empresários, os nossos investidores.
 
Mas mais do que um confronto jurídico, que estamos a travar e a contestar nos locais próprios – os tribunais -, esta é uma questão político-institucional que nos obriga a trazer esta situação ao conhecimento dos trofenses.
Face a esta atitude e a este comportamento do senhor Presidente da Câmara de Santo Tirso, eu, como Presidente da Câmara Municipal da Trofa, no uso das responsabilidades e competências que me foram outorgadas democraticamente pelos trofenses, quero aqui assumir que não pactuarei com actos políticos que revelam uma atitude doentia, insensata, obsessiva.
 
Bem sabemos que a inveja é má conselheira. Face ao progresso e desenvolvimento da Trofa e ao estado de estagnação e mesmo retrocesso de Santo Tirso, situação aliás reconhecida publicamente por muitos tirsenses, o senhor presidente da Câmara de Santo Tirso usa de truques baixos e menos próprios para tentar criar manobras de diversão.
 
Bem sabemos também das dificuldades políticas internas com que o senhor engº Castro Fernandes se debate no seio do PS de Santo Tirso – e das suas dificuldades eleitorais -, o que pode explicar este desvario grave e inadmissível.
Não deixarei, porém, que os interesses da Trofa e dos trofenses sejam utilizados para jogos de baixa política promovidos por quem nunca aceitou a decisão democrática de criação do nosso concelho, qual espinha encravada na garganta.
 
Porém, para nós, passado é passado. Sempre defendemos a sã convivência institucional entre concelhos vizinhos, e registamos com agrado a opinião positiva de muitos tirsenses sobre o nosso desenvolvimento e progresso.
Aos trofenses quero deixar bem claro que reagiremos com responsabilidade mas também com firmeza.
 
No plano jurídico, estamos a contestar esta acção da Câmara de Santo Tirso. No plano político, apelamos a todos os partidos políticos com representação na vereação da Câmara e da Assembleia Municipal para numa só voz reagirmos com um forte protesto e indignação a este comportamento do senhor presidente da Câmara de Santo Tirso.
À forma leviana e de pura chicana política com interesses meramente partidários, vamos contrapor a força da razão, da legalidade, da união de todos os trofenses, independentemente da sua cor partidária.

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