S. João da Madeira

Reconversão do «Imperador» em Casa das Artes e da Criatividade ascende aos cinco milhões de euros – S. João da Madeira

A reconversão do Cine-Teatro Imperador em Casa das Artes e da Criatividade, uma obra que ascende aos cinco milhões de euros, arranca em Abril do próximo ano, devendo estar concluída em 2010, anunciou o presidente da autarquia de S. João da Madeira, Castro Almeida.

«A adjudicação da empreitada acontece numa data importante na história deste edifício e da cidade», disse o autarca, durante a reunião de Câmara que decorreu precisamente naquele cine-teatro, que assinalou no passado dia 25 o seu 50º aniversário.

«Estamos num espaço totalmente degradado e sem uso», afirmou, sublinhando a «importância da opção» da autarquia em preservar a traça do «Imperador».

«Todos os edifícios emblemáticos da cidade estão ou vão ser preservados. É uma boa prática que deve ser mantida», frisou Castro Almeida.

A primeira fase da obra – orçada em cerca de dois milhões de euros – foi hoje adjudicada à empresa «Patrícios – Construção Civil e Obras Públicas, S. A».

O projecto é da autoria do arquitecto portuense Filipe Oliveira, autor do Teatro Helena Sá e Costa (Porto), do Teatro Municipal de Bragança, do Teatro Municipal de Vila Real e do Teatro Martí (Havana, Cuba), entre outros auditórios e centros culturais.

Com capacidade máxima para 900 lugares, a Casa das Artes e da Criatividade terá condições para os mais diversos espectáculos e também conferências.

Uma das particularidades do equipamento é a possibilidade de serem criadas várias disposições das áreas de palco e de plateia, de acordo com as encenações a representar, através de um mecanismo hidráulico.

O projecto vai preservar o essencial da fachada e terá características únicas em Portugal, inspirando-se em equipamentos do género existentes no Japão e na Alemanha.

O Cine-Teatro Imperador – inaugurado em 25 de Dezembro de 1958 – foi comprado pela autarquia por 1,25 milhões de euros (250 mil contos), em 1999, após um longo processo de negociações com o proprietário, António José da Silva.

Para trás ficavam os tempos em que o espaço «rebentava pelas costuras» com a passagem de filmes como «Música no Coração» ou peças de teatro com Laura Alves e Amélia Rey Colaço.

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