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EMAF contrariou conjuntura com negócios

     A avaliar pelos negócios concretizados em pleno evento, e muitos outros com potencial de efectivação a breve prazo, a encruzilhada da actual conjuntura económica manteve-se afastada da EMAF 2008 – 12.ª Exposição Internacional de Máquinas-ferramenta e Acessórios. E 38.947 visitas – em quatro dias de feira – puderam testemunhá-lo.

     No rescaldo da maior montra da indústria portuguesa, a organização da EXPONOR faz um balanço muito positivo. Da componente organizativa, claro está (dentro dos habituais padrões da Feira Internacional do Porto e levando em conta a importância e as especificidades de uma EMAF para o País), mas sobretudo da vertente comercial.

     Pelo que se viu, e ouviu, de uma maneira generalizada, os negócios correram de feição aos participantes. “Do acompanhamento permanente aos expositores e da prospecção junto dos empresários resulta a constatação de que se, de facto, existe no País um compasso de espera quanto aos contornos imediatos da evolução económica… ele esteve longe da EMAF”, segundo António Proença, director da feira.

     ”O acontecimento correu muito bem para as empresas. Fizeram-se muitos negócios e foram várias as firmas que nos confirmaram terem propostas e contactos para o desenvolvimento de mais negócios. E estamos a falar de máquinas em que uma simples unidade pode atingir o preço de dezenas milhares de euros…”, complementa o responsável da EXPONOR.

     As expectativas de quem mais por dentro viveu o momento ficaram assim “integralmente cumpridas”, inclusive pela confirmação da EMAF como “uma mostra com um alto índice de satisfação, o que gera uma elevada fidelização. É a mais representativa do País, e as associações de vários sectores transformam-na na sua montra de eleição”, sublinha António Proença. 

Motor da economia com futuro 

     A feira habituou o empresariado de suporte e os profissionais de vários segmentos de actividade a nela verem o palco privilegiado de apresentação das últimas novidades em máquinas-ferramenta e acessórios. Os quatro dias da última edição não fugiram à regra.

     Comprovou-o igualmente o secretário de Estado Adjunto do ministro da Economia, da Indústria e Inovação, António Castro Guerra, que, em jeito de balanço após a visita oficial que fez ao certame, na presença dos presidentes das associações Empresarial de Portugal (AEP) e dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, (AIMMAP), assim como do embaixador e cônsul de Espanha (o país convidado da feira), mostrou-se “confiante no futuro” da indústria portuguesa de máquinas-ferramenta e acessórios e do pólo de competitividade das tecnologias da produção.

     Para Castro Guerra, a EMAF reflecte a capacidade instalada de um dos “motores da economia” portuguesa, um sector “estruturante para toda a indústria e fundamental para a economia do País”.

     No acontecimento estiveram representadas, notou, “as maiores empresas nacionais do sector, algumas das quais integradas nos pólos de competitividade” e com dimensão relevante nos mercados internacionais. 

Concurso de Inovação premiou Sew Eurodrive e Motoman Robotics 

     Pela quarta edição consecutiva, a EMAF – em parceria com a revista especializada “Robótica” – distinguiu  durante o certame as empresas expositoras que se notabilizaram no desenvolvimento tecnologias inovadoras. Falamos do Concurso de Inovação, a que se candidataram 13 projectos (e 10 empresas), buscando distinção para soluções industriais incorporadoras de originalidade e operacionalidade aplicadas ao processo produtivo.

     Após a avaliação dos projectos, o júri decidiu atribuir à Sew Eurodrive Portugal o Prémio Leonardo da Vinci – categoria de Inovação Nacional -, pelo Sistema Movifit, e à Motoman Robotics Ibérica o Prémio Nicola Tesla – categoria de Inovação Internacional –, pelo robô industrial Motoman SDA10. Adicionalmente, o júri distinguiu o  Sensor V300, desenvolvido pela F. Fonseca, S.A., com a Menção Honrosa Pedro Nunes.

     A última versão do sistema Movifit, da Sew Eurodrive Portugal, que é o resultado de “muitos anos de experiência” da empresa na engenharia de accionamentos descentralizados, evidencia-o “apropriado para aplicações de manuseamento de materiais em áreas exigentes”, como a fabricação e operação nas indústrias automóvel, logística, alimentar e de bebidas. “Com o Movifit, diminuem-se os custos de investimento e aumenta-se a disponibilidade do sistema”, garante a firma.

     O Motoman SDA10, da Motoman Robotics Ibérica, é um robô industrial de dois braços e 15 eixos servocontrolados, equipamento actualmente em produção e disponível comercialmente. Segundo a empresa, a inovação reside na concepção de um manipulador robótico com a funcionalidade de dois braços totalmente sincronizados, podendo manipular até 10 kg em cada braço, tendo um alcance e necessitando de um espaço semelhante ao de um ser humano.

     Já o Sensor V300, da F. Fonseca, é “um tipo de sensor completamente novo, baseado em tecnologia de visão inovadora, desenvolvido para monitorizar pontos perigosos em aberturas rectangulares”. A F. Fonseca descreve-o assim: “Apenas com um componente montado num canto da área a segurar, permite poupar espaço e manter os níveis de segurança elevados. O conceito “Um sensor para todos os tamanhos” põe fim a inúmeras variedades e tamanhos de sistemas de segurança que até agora eram necessários. Com apenas uma variante estão cobertas a maioria das áreas de segurança até ao máximo de 1m, com 20mm de resolução. Possui apenas um botão, o que permite uma instalação e um arranque simples e eficazes”. 

“Prémio 3E” distinguiu A. F. Azevedos 

     O “Prémio 3E – EXPONOR Espaços Expositivos” distinguiu a empresa A. F. Azevedos Ferramentas Lda. com o galardão de melhor “stand” da EMAF – 12.ª Exposição Internacional de Máquinas-ferramenta e Acessórios (informação detalhada sobre a iniciativa disponível em www.emaf.exponor.pt).

     Qualidade e pertinência da solução conceptual, inovação e solução construtiva, coerência programática e funcional e, por último, capacidade de comunicação e de interacção com o público foram os critérios por que – na avaliação dos projectos candidatos – se regeu o júri, composto por sete elementos, representando a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte (OASRN), a Associação Portuguesa de Designers (APD) e a EXPONOR.

     A decisão foi unânime e premiou a firma de Vila Nova de Famalicão por ter atingido plenamente o conceito a que se propôs. “O “stand” da A. F. Azevedos comunica sem necessidade de intervenção humana. É mais sensível ao pormenor e simpático ao olhar. É uma proposta arrojada, bem integrada no espaço envolvente – o da própria EMAF. E, para além de maximizar a superfície à área expositiva, cria num espaço mínimo diferentes ambientes, entre a permanência e a passagem, promovendo assim a comunicação com o público”, considerou o júri.

     Depois do arranque, durante a EMAF (a grande mostra da capacidade industrial portuguesa), a próxima paragem do “Prémio 3E” acontece na INTERDECORAÇÃO 2009 – 11.ª Casa, Decoração e Brinde, na EXPONOR de 29 de Janeiro a 1 de Fevereiro.

     Recorde-se que, para além de traduzir um prémio de reconhecimento, a iniciativa da EXPONOR pretende constituir-se também como um incentivo à procura de novos conceitos de espaços expositivos, enquanto potenciadores máximos da dignificação da qualidade das feiras (regulamento e informação detalhada estão à distância de um clique, em www.premio3E.exponor.pt). 

 

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