Educação, Santo Tirso, Sociedade

Seminário Educação: Desafios aposta na educação continua em santo tirso

Foi com base na premissa de que “é preciso apostar no futuro” que a Câmara Municipal de Santo Tirso elegeu desde sempre a área da Educação como uma das prioridades da sua acção junto da população do concelho, tendo nos últimos anos realizado investimentos que ultrapassam os 20 milhões de euros, quer em obras lançadas no terreno, quer nas áreas de alimentação, transportes escolares e apoio social aos alunos mais carenciados. Um número avultado, que foi espartilhado por diversas intervenções, e que o Presidente Castro Fernandes, explanou ontem, no âmbito do Seminário Educação: Desafios, que teve lugar no Salão Nobre da autarquia, e que contou com a participação da Vereadora da Educação, Ana Maria Ferreira, e do Presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, Prof. Dr. Joaquim Azevedo. 

“Santo Tirso é o concelho da Área Metropolitana do Porto com o melhor parque escolar”. A convicção de Castro Fernandes é sustentada pelos números que constam do último levantamento realizado pela autarquia, que o presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso apresentou à vasta plateia que recheava o Salão Nobre: desde 2002 foram investidos na requalificação do parque escolar do concelho 4 milhões de euros, a que acresce uma verba de cerca de 2 milhões de euros por ano em alimentação (485 mil euros/ano), transportes escolares (1 milhão de euros/ano) e apoio na aquisição de livros e material escolar (75 mil euros/ano), na atribuição de Prémios de Mérito Escolar (8500/ano) e no prolongamento de horários no ensino pré-escolar (152 mil euros/ano). O investimento da autarquia não se ficou por estas necessidades básicas dos estudantes, tendo a Câmara Municipal de Santo Tirso apostado também na dotação de todas as escolas do concelho com termoacumuladores e fotocopiadoras (no valor de 98 mil euros/ano). A aposta nos resultados dos alunos estendeu-se às actividades de enriquecimento curricular (700 mil euros por ano) e às actividades lúdico-pedagógicas (136 mil euros por ano), tendo também, desde 2002, sido atribuídos às escolas subsídios no valor total de 223 mil euros. 

São números verdadeiramente impressionantes, que o Presidente da Câmara e a Vereadora da Educação explanaram durante a primeira parte do seminário desta tarde, e que o orador convidado, Prof. Dr. Joaquim Azevedo, elogiou amplamente na segunda parte do encontro, enaltecendo o valoroso exemplo de Santo Tirso nesta matéria. “O esforço que está a ser feito pela Câmara Municipal de Santo Tirso na Educação é muito importante. Há muito tempo que eu defendo um investimento muito forte nesta área”, afirmou o Presidente do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, vincando uma alteração de paradigma: “A Educação é um direito de todos, e é assim que deve ser vista, porque é uma fonte de desenvolvimento social permanente”, acrescentou o especialista. Na opinião de Joaquim Azevedo, “não se pode dizer que uma pessoa não aprende. Aprendem todos, se houver circunstâncias para que isso aconteça. Não podemos construir uma sociedade democrática pautada pela igualdade de oportunidades se não dermos a todos a oportunidade de aprenderem”, explicou, para logo depois frisar que “a Câmara Municipal de Santo Tirso tem tido um papel muito importante” nesta prossecução deste objectivo. “A Educação é um desafio importante, que deve ser colocado diante de todos, desde a família à escola e aos políticos”, rematou. 

O Prof. Dr. Joaquim Azevedo considerou que, “na Educação, a tendência será a de o Estado transferir cada vez mais competências para as autarquias”, depois de o Presidente Castro Fernandes ter lembrado que Santo Tirso é uma das 90 câmaras municipais que já assinaram o protocolo que há mais de uma década andava a ser discutido, sem que o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses conseguissem chegar a um consenso. Após um longo impasse, o Governo prescindiu do acordo de fundo e abriu espaço à formalização de acordos pontuais com as autarquias, que muitas prontamente assinaram. Santo Tirso foi uma delas, porque, segundo o Presidente, a transferência de competências “é um processo inovador e complexo, mas que tem enorme relevância para o futuro do país”. Embora não seja adepto de que as autarquias tenham qualquer competência na área pedagógica, Castro Fernandes salientou a importância do processo, e vincou que muito antes de ter sido assumida pelo Governo a aplicação de medidas como o Inglês e a Educação Física no 1º ciclo do Ensino Básico ou a atribuição de Prémios de Mérito Escolar, Santo Tirso já o fazia.

A qualificação de adultos foi outra das apostas da autarquia abordadas pelo Presidente no seminário, em que focou o sucesso do Centro de Novas Oportunidades de Santo Tirso (que já efectuou 24 itinerâncias e certificou mais de 1200 pessoas, das quais 1090 já adquiriram computador) e do protocolo com a Microsoft e o CITEVE (que tem como objectivo formar 3 mil desempregados da indústria têxtil na área da Informática, e que permitiu já a 40% dos inscritos a obtenção de um novo emprego). A qualificação dos adultos é um claro desígnio da Câmara Municipal de Santo Tirso, e o sucesso de programas como estes constitui motivo de orgulho para o Executivo liderado por Castro Fernandes. “Orgulho” foi também a palavra escolhida pela Vereadora da Educação, Ana Maria Ferreira, quando abordou o tema do apoio prestado pela Câmara na alimentação dos estudantes do concelho. “Ter 100% de cobertura nas refeições escolares é algo que nos orgulha”, salientou a responsável, depois de apontar a “cooperação” com os vários agentes do sector como “o mais importante” no processo de melhoria das condições de ensino e aprendizagem no concelho. 

Vincando que, “desde que foi instituída a escola a tempo inteiro, a Câmara Municipal de Santo Tirso tem sido uma das suas promotoras”, a Vereadora congratulou-se pelo facto de “todos os alunos do 1º ciclo” estarem abrangidos pela medida, porque “estamos sempre atentos às necessidades dos alunos e das suas famílias, e as famílias não saem dos seus empregos às 15h30, para poderem ir a essa hora buscar os meninos à escola”. Por isso, recordou, “a cobertura dos horários prolongados quase duplicou nos últimos anos”. Na área dos transportes escolares, Ana Maria Ferreira lembrou que, “do 1º ao 9º ano, todos os estudantes do concelho têm um passe gratuito”, e que a autarquia ainda responde às necessidades especiais de transporte com a sua frota de autocarros, com o aluguer de outras viaturas e com o serviço especial de táxi para alunos com necessidades especiais ou com dificuldades de locomoção. Os tempos livres e as actividades ludico-pedagógicas são outra das grandes apostas da autarquia, que, extravasando as suas competências, assegura ainda um subsídio de expediente e limpeza (no valor de 40 mil euros por ano) ao parque escolar do concelho.

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