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Emprego aumentou na Região Norte no segundo trimestre

O emprego na Região Norte aumentou no segundo trimestre de 2008, apesar da economia nacional manter o seu crescimento em desaceleração, devido à redução da procura interna, revela o Boletim de Conjuntura da CCDR-N, hoje divulgado.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDR-N) considera que a recuperação do emprego tem sido impulsionada, tal como no trimestre anterior, pelo emprego feminino.

No segundo trimestre de 2008, o crescimento do emprego regional voltou a superar a média nacional e atingiu 2,1 por cento, valor que é o mais elevado dos últimos seis anos.

Em consequência, a taxa de desemprego voltou a descer e fixou-se em 8,2 por cento, o valor mais baixo desde há mais de três anos.

O desemprego registado na Região Norte (total de desempregados inscritos nos Centros de Emprego) observou, na média do segundo trimestre de 2008, uma descida de 5,7 por cento face ao trimestre homólogo de 2007, valor que compara com uma descida de 12,6 por cento no primeiro trimestre.

No entanto, tem vindo a crescer o número de municípios onde o desemprego registado observa um agravamento, face ao período homólogo do ano anterior.

Em Julho, eram já 39 os municípios da Região Norte nessa situação, contra apenas 26 na média do segundo trimestre e 15 no primeiro trimestre de 2008.

No segundo trimestre, os maiores aumentos do desemprego registado ocorreram em Vila Nova de Foz Côa, Vila Pouca de Aguiar, Celorico de Basto, Mondim de Basto, Penafiel e Sabrosa.

A estes juntar-se-iam, já em Julho, Mirandela, Terras de Bouro, Mogadouro e Miranda do Douro, ao passo que Mondim de Basto e Sabrosa atenuavam a tendência de agravamento do desemprego registado.

Em toda a Área Metropolitana do Porto, bem como em quase todos os concelhos do Ave, o desemprego registado mantinha-se em queda.

Em termos homólogos, a população desempregada estimada pelo INE apresentou no segundo trimestre de 2008 uma variação negativa, da ordem dos 11,5 por cento, equivalente a menos 21 mil indivíduos desempregados.

Esta queda no total de desempregados foi motivada sobretudo pela diminuição do número de desempregados provenientes da indústria transformadora (menos 13 mil), bem como pelo menor número de pessoas que procuravam o primeiro emprego (menos 7 mil, aproximadamente).

No segundo trimestre, de acordo com o INE, existiam na Região Norte cerca de 164 mil desempregados, valor algo inferior à média trimestral do desemprego registado (total de desempregados inscritos nos centros de emprego do IEFP), que atingiu cerca de 171 mil indivíduos.

No comércio intracomunitário observou-se, nos dois meses iniciais de 2008, uma aceleração no crescimento do valor das mercadorias expedidas a partir da Região Norte com destino à União Europeia, favorecendo sobretudo a expedição de produtos alimentares e de fornecimentos industriais (bens intermédios).

No que se refere às mercadorias da UE chegadas à Região Norte, os maiores crescimentos em 2007 foram para o material de transporte (33,4 por cento), os bens de consumo – excepto alimentares (11,8 por cento) – e os fornecimentos industriais (7,5 por cento).

A estes grupos juntaram-se, em Janeiro-Fevereiro de 2008, os combustíveis e lubrificantes.

Nas indústrias tradicionais, os dados mais recentes indiciam a possibilidade de uma recuperação da facturação do calçado nos mercados externos, bem como da utilização de mão-de-obra no sector do calçado e na indústria do vestuário.

No mercado imobiliário, a habitação continua a exibir maior valorização na Região do Norte do que na média nacional.

Apesar disso, na avaliação bancária de habitação, os dados do segundo trimestre trouxeram um súbito agravamento, com os valores de avaliação de apartamentos e de moradias a registarem, em termos homólogos, fortes quedas, a nível regional e nacional.

Quanto à procura turística, a Região Norte evidencia, em Maio de 2008, alguma desaceleração, embora mantendo variações positivas.

O agravamento da inflação está a ser impulsionado sobretudo pelos preços dos produtos alimentares, fixando-se em 2,9 por cento na média do trimestre e 3,6 por cento em Junho (contra 2,8 por cento na média do primeiro trimestre).

Em Junho e Julho, os preços dos transportes voltaram também a exercer forte pressão inflacionista, atingindo em Julho um crescimento homólogo de 3,7 por cento, que compara com uma média de 2,7 por cento no segundo trimestre.

Em Julho, o diferencial entre o nível de inflação efectivamente observado e aquele que resultaria da não consideração dos preços dos produtos energéticos, cifrava-se em 0,8 pontos percentuais, (ou seja, mais uma décima de ponto percentual do que na média do 1º e do 2º trimestres).

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