Cultura, Póvoa de Varzim

VIMUS chega ao fim com a entrega de prémios – P. Varzim

                
        “É Dreda ser Angolano”, realizado pelo colectivo Fazuma,  foi eleito o melhor Videodocumentário Nacional e “One Man in the Band” conquistou o primeiro lugar nesta mesma categoria internacional.
           Quanto à competição de videoclipes nacionais, o júri elegeu o dos Bildmeister, “Model FC 840”, de João Rei Lima, e a nível internacional, o dos Simian Mobile Disco, “Hustler”, realizado por Ace Norton. O Prémio do Público para Videoclipesfoi para os Unklejam, “What are you fighting for”, de Sam Farahmand.
            Foram estes os prémios principais atribuídos ontem, na sessão de encerramento da segunda edição do vimus, Festival Internacional de Vídeo Musical, que decorreu na Póvoa entre 4 e 7 de Setembro. O júri, constituído por Inês Nadais, jornalista do Público, nas áreas de música e cinema, Rui de Brito, fundador da Subfilmes Creative Network e produtor de magazines de televisão e videoclips, e Stephane Jourdain, produtor e cineasta, na área da música atribuíram ainda os seguintes prémios, na competição nacional de videoclipes: melhor vídeo performativo, Sizo, “First”, de André Tentúgal; melhor fotografia, Dead Combo “Putos a roubar Maçãs”, de Alexandre Azinheira; melhor animação, Monstro Mau “Monstro, o meu Monstro Mau”, de Jerónimo Rocha, Joana Faria e Edgar Fonseca; Melhor ficção, Sean Riley & The Showriders “Moving On”, de Rodrigo Areias e uma menção honrosa para Terrakota “É Verdade”, de Paulo Prazeres, realizador que levou também o prémio MTV.
               Na competição internacional de videoclipes, o prémio de melhor vídeo performativo foi para “These New Puritans, “Elvis”, de Saam Farahmand. “I feel it all”, de Feist, realizado por Patrick Daughters, ganhou na categoria de melhor fotografia. Melhor animação foi para Lyapis Trubetskoy, “Lights”, de Aliaksei Tserakhau; melhor ficção foi atribuída a Figurines, “The Air we Breathe”, de William Stahl e mgmt, “Time to Pretend”, de Ray Tintori, conquistou uma menção honrosa do júri.
 

 
 
              Numa cerimónia informal e em grande ambiente de convívio, que de resto foram sempre uma constante ao longo do festival, o vimus chegou ao fim no Diana Bar, onde foram entregues os prémios e estiveram presentes todos os realizadores nacionais distinguidos. A Póvoa foi, ao longo destes quatro dias, o ponto de encontro de músicos, cineastas, jornalistas, produtores, que aqui encontraram um evento em crescimento e que promete vir a constituir-se como uma montra para a divulgação de uma área em crescimento e em transformação, tanto a nível nacional como internacional. Para a produção nacional, onde são evidentes as dificuldades orçamentais, o núcleo de gente ligada à realização e produção de videoclipes é ainda pequeno, mas a esperança de todos é que esta realidade mude rapidamente, por isso, um festival como o vimus assume um papel de grande importância, desde logo por ser único no género e por permitir uma forma privilegiada de divulgação e de contacto do público com os criadores e as obras que chegam ao mercado.
            Os organizadores, Marco Santos e Hilário Amorim e o Cineclube Octopus estão conscientes da dimensão que o festival já atingiu nesta segunda edição e a Câmara Municipal, que os apoiou desde que a ideia surgiu, compromete-se a continuar a dar todo o apoio financeiro e logístico necessários. Na sessão de encerramento, o vereador do Pelouro da Cultura, Luís Diamantino, congratulou-se pela forma como tudo decorreu e garantiu que, pela parte da Câmara, a terceira está mais do que assegurada.
             Para trás ficam quatro dias dedicados à projecção de videoclipes, videodocumentários e videoconcertos, que a organização espera poder passar também para a vertente competitiva já em 2009, em bares da cidade (Nox, Brisa, Guima´s e Dali Daki) e no Diana Bar, que se assumiu como centro nevrálgico do festival.

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