Economia, Vale de Cambra

Adega Cooperativa de Vale de Cambra propõe “Rota do Vinho e da Vitela”

O presidente da Adega Cooperativa de Vale de Cambra (ACVC), José Pinheiro, defendeu a criação da “Rota do Vinho e da Vitela”, que ajude a promover os concelhos de Vale de Cambra e de Arouca e aumente os mercados para os seus produtos.

“Defendo uma parceria entre os municípios de Vale de Cambra e Arouca e entre a adega cooperativa e os produtores/engarrafadores locais”, afirmou à EDV Informação José Pinheiro.

O dirigente adiantou que até já falou “com várias pessoas, nesse sentido”.

A ideia é dealizar uma rota integrada também por “alguns restaurantes de referência”, porque “Arouca e Vale de Cambra são conhecidos pela sua vitela” e, dessa forma, aliava-se o vinho à gastronomia regional.

Segundo o presidente da ACVC, o projecto deverá também contemplar o aproveitamento da “beleza paisagística da serra da Feita”.

José Pinheiro sublinhou que à iniciativa se poderão associar produtores de outras delícias regionais, “como os dos doces conventuais de Arouca”.

Nos planos da adega não está colocado de parte a celebração de protocolos com outros municípios que garantam a presença, por exemplo, dos enchidos de Barrancos, as alheiras de Mirandela ou dos queijos de Nisa na futura “Rota do Vinho e da Vitela”.

“Assim criávamos sinergias e, depois, também tínhamos o nosso vinho nesses concelhos”, sustentou.

A rota deverá ser “devidamente promovida e divulgada”, tarefa que poderá ser feita “pelos municípios – através dos seus postos de turismo – e também pelos parceiros: restaurantes, produtores/engarrafadores e ACVC”.

A ACVC vai, entretanto, criar “um espaço de promoção e venda” dos seus vinhos verdes na área arborizada em frente às suas instalações.

“Será um espaço de qualidade, que poderá, eventualmente, inserir-se na rota”, disse o presidente.

O projecto está previsto arrancar até ao final do ano, recorrendo a fundos europeus. “Seria interessante estabelecermos um protocolo com uma escola de hotelaria e turismo, pois o espaço não deverá ser mais um tasco, mas sim uma casa de referência”, concluiu.

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