Arouca, Cultura

Ordem de Cister é necessidade para o País – Manuel Bastos – Arouca

O presidente da Associação Anima Património, de Arouca, Manuel Bastos, defende a reentrada “em força” da Ordem de Cister no País, de onde entrou em decadência no século XVIII.

Em declarações à EDV Informação, o dirigente destacou a importância desta ordem religiosa em que “o seu cariz inovador deixou rasto em várias localidades portugueses”.

“A Ordem de Cister pode ser muito interessante para Portugal sob todos os aspectos, principalmente numa altura como esta em que vivemos, conturbada do ponto de vista social”, disse Manuel Bastos.

“Os diferentes mosteiros cisterciense são o testemunho vivo do espírito dinâmico dos monges e das freiras que moldaram as regiões onde se instalaram à sua imagem, trabalhando a terra e contribuindo para o seu desenvolvimento económico, deixando-nos um património riquíssimo em diversas áreas”, sublinhou.

Segundo o presidente da Anima Património, a Ordem de Cister – que se fixou em Portugal a partir do século XII – “acompanhou a formação do território e a afirmação política da primeira dinastia”.

Com técnicas agrícolas “inovadoras e intensivas, para além de possuírem uma grande disciplina de organização do espaço”, os monges e as freiras de Cister “conservaram-se em vários países, nomeadamente em Espanha, com o mesmo sentido de sempre: “ora e labora”“, explicou.

Cister rege-se pela regra de S. Bento, “estilo de vida simples que combina harmoniosamente a oração e o trabalho”.

A recente criação da Associação Portuguesa dos Amigos de Cister, da qual a Anima Património é sócia fundadora, acaba por ajudar a lançar a reentrada cisterciense no País, mas ainda longe da fixação de outros tempos.

“Começa aos poucos a verificar alguns movimentos com a intenção de serem criadas comunidades, como é o caso em S. Bento da Porta Aberta”, referiu.

Manuel Bastos acrescentou que o Mosteiro de Arouca “só tinha a ganhar com o regresso da ordem”. “Seria uma maneira de ocupação de parte do mosteiro, sobretudo uma forma muito interessante de manutenção, revitalização e dignificação do espaço”, concluiu. 

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