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Universidade de Aveiro lança pós-graduação em estudos chineses

O crescimento económico da China está a atrair cada vez mais a atenção para os estudos chineses ministrados pela Universidade de Aveiro(UA), que vai lançar uma nova pós-graduação na área de negócios e relações internacionais.

Aquela instituição universitária tem recebido várias manifestações de interesse para o curso, que deverá começar em Outubro e cujo plano de estudos está interligado com o mestrado em estudos chineses e conferindo créditos para este.

O curso de especialização em estudos chineses na área de negócios e relações internacionais pode ser frequentado por detentores de titularidade de um grau de primeiro ciclo universitário, ou equivalente, ou de um currículo escolar, científico ou profissional que seja reconhecido como atestando capacidade para a realização do curso.

Com a duração de um ano, esta formação pós-graduada de nível de segundo ciclo será ministrada em língua portuguesa.

A UA vinha já realizando o mestrado em estudos chineses, frequentado por uma dezena de estudantes e que, segundo Ran Mai, professora do Departamento de Línguas da UA, é mais específico porque abarca a língua e a cultura, mas também as relações da China com África.

“A China tem muito contacto comercial com África, nomeadamente com Angola e Moçambique, e também com o Brasil. Com Portugal esse relacionamento é menor e é sobretudo de índole cultural, devido a Macau”, esclarece a docente.

Além dos níveis de mestrado e pós-graduação, a UA tem procurado responder ao crescente interesse pela realidade chinesa, com cursos livres de chinês, organizados desde há três anos, e cuja frequência tem vindo a aumentar.

“Chega a haver turmas de 15 e 20 alunos inscritos nos cursos livres, embora também muitas desistências porque o chinês é complicado e alguns abandonam”, explicou à Lusa Ran Mai.

Segundo aquela docente, “quem se inscreve são sobretudo empresários que já têm negócios com a República Popular da China e encaram o curso como forma de melhorar o seu trabalho. Interessam-se em aprender a língua, mas também em conhecer os hábitos do dia-a-dia”.

“Temos alunos de várias idades, e verifico que isso não é determinante na aprendizagem, mas sobretudo o interesse é que conta. Tive um aluno com mais de 50 anos, empresário do sector vitivinícola, de Anadia, que participava muito. Procurava saber tudo sobre os hábitos e relatava as experiências que já tinha tido nos seus negócios”, relata.

Segundo a professora, “também aparecem estudantes de medicina chinesa e pessoas que estão interessadas na cultura chinesa para alargar os seus conhecimentos pessoais, mas a maioria nunca esteve na China”.

Há também casos de pessoas que já tiveram contacto com a língua chinesa e querem prosseguir, como o de um aluno que havia começado a aprender chinês no Brasil e inscreveu-se para continuar.

“O curso livre ensina apenas o básico. Estudar mesmo a Língua é na licenciatura”, adverte Ran Mai, explicando que o curso livre se limita a ensinar os caracteres básicos, a explicar como a escrita funciona, os tons e noções básicas da Língua.

Chinês “a sério” aprende-se na Licenciatura em Línguas e Relações Empresariais que a UA ministra, e de que é disciplina de opção.

A escolha dos alunos é entre o Árabe e o Chinês e os que optam por esta última língua não têm tido dificuldade em obter estágio no final e, alguns, mesmo colocação.

“Os alunos de chinês têm conseguido estágios em associações empresariais que têm relações comerciais com a China e mesmo em empresas da região”, esclarece.

As saídas profissionais também vão surgindo. Ran Mai conta com orgulho que uma ex-aluna ficou como funcionária da Embaixada da República Popular da China em Lisboa, que também tem proporcionado estágios, e outra ficou colocada em Vagos, numa empresa de máquinas para panificação que tem relações comerciais com a China.

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