Póvoa de Varzim, Sociedade

Dia da Cidade – abertura da Praça do Almada e homenagens marcam 35º aniversário – P. Varzim

Foi ontem, 16 de Junho, assinalado o 35º aniversário da elevação da Póvoa de Varzim a cidade, com um programa comemorativo que incluiu a abertura simbólica do arranjo urbanístico da Praça do Almada e a Sessão Solene de Homenagens. Iniciada em Fevereiro de 2007, a intervenção na Praça do Almada teve como objectivo devolver à cidade e aos munícipes aquele que é, acima de tudo, um espaço central de vivências e lazer, recuperando, assim, a vocação da Praça enquanto espaço de encontro e de passagem. A cerimónia de abertura começou com uma breve visita ao espaço pela comitiva formada pelo executivo camarário, entidades militares, religiosas e civis, representantes das Juntas de Freguesia e população em geral. Terminou junto à estátua de Eça de Queirós onde José Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal e Álvaro Moreira, Presidente da Assembleia Municipal, descerraram a placa comemorativa, na presença de Ezequiel Veloso Gomes, um cidadão poveiro que, como explicou Macedo Vieira, desafiou a autarquia a, ao invés de fazer uma simples placa, elaborar um pequeno monumento onde se aludisse às obras mais significativas de Eça de Queirós, também ele cidadão poveiro.
Sobre a abertura da Praça, Macedo Vieira não deixou de sublinhar a sua importância. “Foi uma obra pensada há cerca de seis anos, tendo sido uma das muitas ideias que tive enquanto candidato. Esta é a Praça de todos nós, a nossa sala de estar, num projecto que é muito semelhante aos utilizados em países mais desenvolvidos” Satisfeito por ver este sonho finalmente cumprido, pois como explicou “houve outras prioridades”, o autarca desafiou ainda a sociedade civil a contribuir para a vida do espaço, nomeadamente através de actividades económicas, defendendo este pedido com o facto de, na delineação do projecto, ter-se tido o cuidado de “encontrar uma solução intermédia onde se dá espaço aos peões mas também aos automóveis”, rebatendo, assim, quaisquer hipóteses de desertificação do espaço.
A cerimónia terminou com a actuação da Banda Musical da Póvoa de Varzim, que no final interpretou o Hino Nacional.

As comemorações do Dia da Cidade continuaram, desta feita no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde foram atribuídas as distinções honoríficas municipais. Através delas, o município manifestou o seu reconhecimento a HeideMarie Hanneman (representada, na cerimónia, por Cátia Ferro, sua filha) e Artur Cardoso Antunes, que receberam a Medalha de Cidadão Poveiro. 
HeideMarie Hanneman é uma cidadã alemã que vive em Portugal há aproximadamente 30 anos. Em finais da década de 80 apostou na recuperação dos Tapetes de Beiriz, um dos símbolos da identidade cultural poveira. Fundou a Fábrica de Tapetes de Beiriz, Lda, e tem contribuindo para a difusão deste ex-libris por todo o mundo. Igual sucesso empresarial conheceu Artur Cardoso Antunes, um vimaranense que se mudou para a Póvoa em 1980, em virtude do seu trabalho como professor em algumas escolas do concelho. Dois anos depois, inicia a sua incursão no mundo dos negócios, começando por gerir uma panificadora que, entretanto, expandiu. Identificando um nicho no mercado, Artur Antunes resolveu apostar no ramo dos consumíveis de papel, fundando, em 1986, a Casa do Papel, hoje líder de mercado no seu sector. É no entanto o seu espírito solidário que a Câmara Municipal congratula através da atribuição da Medalha de Cidadão Poveiro, reconhecendo-lhe a consciência filantrópica e social que o leva a ajudar as mais diversas associações ligadas à solidariedade, à cultura e à formação de jovens. Dirigindo-se a estes dois homenageados, Macedo Vieira fez questão de afirmar que “esta nova condição de cidadãos da Póvoa de Varzim é uma distinção que, mais que aos próprios, nos honra a todos nós”.

A Medalha de Reconhecimento Poveiro – Grau Prata foi atribuída a Alberto Fernandes da Silva. Na base da decisão o facto de este cidadão poveiro se dedicar, desde Janeiro de 1980, à presidência da freguesia de Navais. “A Cidade faz-se também com a força do voluntariado e do serviço à causa pública, que é justamente o que nos apraz reconhecer em Alberto Fernandes da Silva”, explicou Macedo Vieira, exaltando ainda a dedicação com que dirige a sua freguesia “à frente da qual vem conduzindo um projecto de desenvolvimento, que é visível na forma como lhe conservou e desenvolveu o carácter e a identidade”.
O edil terminou o seu discurso dizendo que este acto de homenagem “é um dos momentos mais compensadores da minha actividade como autarca”, firmando a convicção de que tal dá a certeza “de que a Cidade está viva, é competitiva e tem futuro”. Repescando uma citação de Thomas Jefferson, terceiro Presidente dos Estados Unidos da América, Macedo Vieira deixou uma última mensagem a todos os presentes, acreditando-a propositada a qualquer um dos homenageados: “Acredito muito na sorte e vejo que quanto mais trabalhamos, mais sorte temos”.
 

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