Arouca, Cultura

“Arouca, uma recriação histórica”: o século XIX revivido em Arouca

A porta do tempo abre-se, para uma viagem ao passado. Junto ao Mosteiro de Arouca, camponeses e artesãos passam pelo Terreiro, convidando-nos a apreciar o cheiro, a cor e o sabor da fruta dos campos e da doçaria conventual. Há sons de um povo que trabalha. Ferreiros, sapateiros e carpinteiros mostram as suas peças. Passam nobres, de carruagem puxada a cavalo, para visitarem familiares no Mosteiro, deixando a esmola aos mendigos. No interior do espaço monástico, as freiras tecem um silêncio devoto, por entre orações, cânticos e trabalhos, e recebem os “filhos da roda”. Cerca de 200 figurantes, oriundos de 20 associações do concelho, dão vida a este regresso ao passado, com direcção artística da Panmixia e pesquisa dos professores António Vilar e Afonso Veiga. Venha fazer parte da história de Arouca.

 

Depois do êxito assinalável das edições anteriores, a Câmara Municipal de Arouca organiza pela 5ª vez consecutiva, a 4, 5 e 6 de Julho, “Arouca uma Recriação Histórica”. Uma reconstituição do quotidiano das monjas do Mosteiro cisterciense e do seu relacionamento com a vida da população local.

Trata-se de um evento que reúne cerca de 200 figurantes, entre actores amadores das associações de cultura e recreio arouquenses e actores profissionais da Panmixia Associação Cultural, além de músicos, e animadores convidados.

No Mosteiro podem conhecer a vida das monjas, no Claustro em oração e recreio, no Capítulo em reunião deliberativa, na Cozinha a preparar receitas tradicionais, no Refeitório a cear, numa das Celas em isolamento, na porta da Caridade a praticá-la, na Roda dos Expostos a acolher as crianças abandonadas, nos Locutórios em contacto com a vida social exterior, na Botica a acumular conhecimento.

No Terreiro em frente, entre o Mosteiro e a Antiga Casa dos Padres, desenrolam-se actividades e situações que compunham a vida de Arouca daquele século: o ferreiro, o carpinteiro, os bonecreiros, os mendigos, os padres e os frades, o hortelão, o aguadeiro, o cego da literatura de cordel, nobres de charrette ou a cavalo para visitar monjas parentas que viviam no Mosteiro.

Este ano um dramático acontecimento da Guerra Civil portuguesa: Frei Simão de Vasconcelos.

O que distingue esta recriação histórica de outras, é que a vida diária do Portugal oitocentista não é tratada como um espectáculo, uma representação. O Público cruza-se com as personagens vivas, como se estivesse mesmo no centro da realidade (ainda que virtual).

 

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