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Plano Estratégico de Ambiente do Grande Porto com diagnóstico concluído

Os grupos de trabalho temáticos ligados ao projecto “Futuro Sustentável – Plano Estratégico de Ambiente do Grande Porto” vão reunir a 16 e 17 de Abril para analisar o diagnóstico que, concluído a semana passada, constitui o “retrato ambiental da região”.

Iniciado em 2003, o projecto começou por ser coordenador pela LIPOR – Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto mas em 2007 passou para a liderança da Junta Metropolitana do Porto, quando o seu âmbito de intervenção foi alargado a sete novos municípios: os cinco do Entre Douro e Vouga e ainda Trofa e Santo Tirso.

A nível técnico, o projecto “Futuro Sustentável” é desenvolvido pelo Grupo de Estudos Ambientais da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, sendo que, para os temas da água e da mobilidade e qualidade do ar, conta com a colaboração da EDV Energia – Agência de Energia do Entre o Douro e Vouga. Dessa parceria resultou o envolvimento de 14 técnicos de ambos os organismos na recolha de informação extensa e detalhada sobre as preocupações de mais de 200 entidades e 1200 cidadãos da Grande Área Metropolitana do Porto quanto ao ambiente local e às suas expectativas de qualidade de vida.

Reuniões com os grupos de trabalho temáticos e juntas de freguesia, fóruns participativos e uma sondagem aos cidadãos permitem agora a essa equipa dar por concluído o diagnóstico do “Futuro Sustentável”, apontando como temas prioritários a água, a educação para a sustentabilidade, a mobilidade e o ordenamento do território. É agora altura de elaborar o plano de acção do alargamento do Plano Estratégico de Ambiente do Grande Porto aos novos municípios, que, ainda em Abril, deverá definir os projectos-âncora e os modelos de intervenção para a região.

Pedro Santos, director da EDV Energia, considera que o trabalho desenvolvido até à data envolveu “um esforço de coordenação muito bem conseguido”, porque tornou possível “não só terminar os documentos dentro dos prazos estabelecidos, mas também garantir que os diagnósticos realizados foram feitos com base em informação de qualidade e devidamente analisada, e que os planos de acção apresentam propostas válidas e inovadoras para a região do Grande Porto”.

Quanto aos efeitos futuros desse trabalho, Pedro Santos admite: “Tenho a forte expectativa de que seja agora possível concertar esforços a nível de todos os concelhos que integram ou virão a integrar a Grande Área Metropolitana do Porto, tendo em vista garantir as condições para a implementação de projectos estruturantes e prioritários para a região”. Para o director da EDV Energia, incluem-se entre essas prioridades “a despoluição dos rios e ribeiras do Grande Porto, incluindo a valorização das respectivas margens, e a promoção de formas de mobilidade mais sustentável, como a criação de uma rede metropolitana de ciclovias e o reforço das zonas pedonais nos centros urbanos”. 

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